+ Inovação e emoção no ambiente de trabalho Por admin 26 janeiro 2010 as 9:35

Hoje percebemos que a vida clama por seres de inovação, para que o movimento de prosperidade com serenidade e coerência seja o resultado da união, do trabalho em equipe.

Vemos pessoas vivendo o estresse decorrente da correria do dia-a-dia, que as impede, muitas vezes, de olharem a essência do ser humano e de perceberem o quão longe está tal essência.

O “bicho homem” tem destruído a natureza - a camada de ozônio se foi. O globo terrestre está sendo alterando, agora resta-nos sentir os efeitos e aprender a conviver com essas transformações físicas do universo.

No mundo do trabalho, o Processo de Desenvolvimento Humano Organizacional deve estar centrado na relação de confiança mútua, na vontade de ajudar o outro a crescer em sinergia com a equipe de trabalho e em prol do objetivo único da organização saudável, competitiva e lucrativa.

Assim percebemos que a EMOÇÃO está presente na vida pessoal, social, familiar e profissional das pessoas.
“A emoção é a perturbação ou agitação súbita passageira causada pela surpresa, medo, alegria, etc.” (Dicionário Completo da Língua Portuguesa Folha da Tarde, editora Melhoramentos, 3ª edição, 1994)

Profissionais no exercício de suas funções atuam com emoção, e, por isso, são passíveis de erros.

Acredito que enfrentar as transformações significa, em alguns momentos, isolar-se para poder pensar na emoção, refletir e redirecionar as ações.

Ambientes sem questionamentos podem parecer mais agradáveis às determinadas forças humanas, mas essas criaturas perdem a oportunidade de ter outros resultados expressivos por se deixarem levar pelos sentimentos de fragilidade que as afastam do convívio social.

O trabalho na sociedade competitiva está sendo a grande desculpa para que a solidão deixe de ser uma doença e passe a ser um comportamento normal, respeitável. Esse excesso de emoções contraditórias gera o estresse. (Estresse, a palavra na era da modernidade esconde a ansiedade de nossos tempos de luta constante, de velocidade inaceitável ao corpo e à mente saudável).

O mundo enfrenta maremoto, tsunami, terremoto e outras catástrofes, e a dor e o sofrimento alheio afetam as nossas emoções - mesmo aquelas consideradas distantes de nós. É difícil aceitar a miséria social e a existência de pessoas abandonadas nas ruas, nos semáforos – muitas delas, ex-profissionais, empresários falidos pelo álcool, pela desunião, pelo descrédito.

Somos agentes de mudança, somos os sujeitos da história social, e, como tais, está na hora de repensar os conceitos e as práticas e traçar o curso da nossa história. Está na hora de almejar um futuro melhor e refletir sobre os reais interesses, o que esperamos de nossa nação e do que efetivamente precisa o ser humano para conquistar o sucesso.

Os profissionais de sucesso precisam resgatar seu equilíbrio emocional para continuar gerando resultados à sua organização e à sua vida pessoal.

No mundo corporativo, a ação do gestor de pessoas deve também estar centrada na competência emocional. É preciso criar programas de reestabelecimento da própria identidade, principalmente do profissional considerado hight potencial, que, muitas vezes, por causa de sua alta capacidade em gerar resultados, se esquece de que é de carne e osso.

É fundamental no ambiente de trabalho integrar todos os colaboradores, pois quando vemos a história percebemos que o mundo do trabalho deixou de dar limites ao papel profissional. É esperado do profissional horas ilimitadas de trabalho, fazendo com que ele deixe de valorizar a própria vida. É necessária a conscientização de que todos nós temos limites.

As organizações precisam ter e manter equipes heterogêneas, com respeito às individualidades e ainda assim propiciar às pessoas a oportunidade de concretizar sonhos, ideais e objetivos de vida.

Podemos repensar sobre o fato de estarmos “classificando” profissionais e o quanto isso gera de pessoas excluídas ou incluídas em processos de seleção, treinamentos, promoções, salários diferenciados. Será que se simplesmente aceitarmos as capacidades de cada pessoa, poderemos explorá-las e aumentar a capacidade produtiva?

Sabemos que a própria pessoa determina os acontecimentos de sua vida. Temos de aceitar que somos parciais nas ações e tomadas de decisão e, por isso, devemos evitar agir por impulso nas organizações. Corremos o risco, algumas vezes, de desrespeitar a própria condição humana.

Como seres humanos latinos temos a paixão como motivadora de atitudes, somos passionais muitas vezes. E como profissionais, racionais ao extremo, estamos vivendo a Era da
Despersonalização, ou seja, temos o sentimento de estar separado da própria identidade; é a sensação de que a identidade ou a personalidade própria está sendo desintegrada ou perdida.

No cotidiano agimos por impulso; algumas vezes desrespeitando a própria condição humana. Precisamos avaliar como estamos lidando com a ambição e ter certeza do grau de abuso de si próprio, em nome do sucesso na carreira ou na organização.

Os seres humanos têm a capacidade de esconder os limites e executar o impossível, mesmo sabendo que a possibilidade de erro é muito maior. Os profissionais correm o risco de serem chamados de incompetentes e irresponsáveis em nome da organização.

Desse modo, diante de tanta pressão pela mudança, o mundo começa a viver o outro lado da moeda, ou seja, a Aversão à Mudança.

“Assim como a planta produz flores, a psique cria símbolos.”
C.G.Jung

É preciso recorrer à filosofia e à antropologia para perceber que incansáveis são os dias em que nos questionamos acerca da evolução da humanidade. Notamos a nossa corrida em busca do novo e do moderno. Literaturas passadas mostram que nos anos 1870, 1970 e 2000 esses fenômenos culturais também estavam presentes.

Barreiras impedem o desenvolvimento do curso natural das pessoas, críticas são feitas ao governo e às organizações, e raras são as mudanças efetivas na história. Pessoas com perfil de tubarão e outras de golfinho - que respectivamente assustam e refazem o cenário político do País, e enfrentam poderosos com calma, segurança, serenidade e ponderação.

Costumes e leis/regras sempre existiram, porém, será que a velocidade das coisas tão comentada atualmente pode negar, ou seja, dominar as pessoas em suas culturas básicas.

Regenerar a cultura é refletir sobre a dominação entre povos. Não devemos esquecer que somos filhos de índios e como tais temos intuição, verdades e mitos sobre nosso passado. A realidade é fruto de histórias e estórias de nosso antepassado.

As ilusões de épocas remotas trazem no inconsciente as ações e reações de um mundo sonhado, refletido e que sofreu de alguma forma a transformação ou a acomodação no cotidiano.

Michel Tournier em seu livro “Sexta-Feira ou Os Limbos do Pacífico” restitui para a vida o herói que encarna o drama do indivíduo solitário e da civilização. A trama vivida por Robison Crusoé acontece numa ilha do pacífico, no século XVIII, após o naufrágio de seu barco - quando, na busca da fuga da loucura, ele inicia a construção de um lar, de regras para sobrevivência, prevendo inclusive que outros habitantes estariam no seu convívio.

Essa obra convida o leitor a pensar e refletir sobre os acontecimentos, novas formas de existir, novas formas de relacionamentos sócio-econômicos, visando à garantia da preservação e da sobrevivência.

Na página 149 desse livro, cita-se uma passagem bíblica que convém relembrar:

“Mais vale viver a dois que solitário;
há para ambos o bom salário no seu trabalho,
pois se caem, um pode levantar o companheiro.
Pobre, porém, do que está só,
e cai sem ter um outro que o levante!
Assim, se dormem juntos, os dois se aquecem,
mas, um homem só, como terá calor?
E, se alguém, domina o que está só,
os dois poderão resistir-lhe,
e o fio triplicado não se rompe facilmente.”

Em toda a trama, o relato é focado nas armações que as ações cotidianas trazem à tona, o conflito e o desastre da imposição de regras sociais e administrativas na relação entre pessoas.

O repensar entre o sol e a caverna, entre o elementar e o humano, faz com que Robison inicie uma metamorfose e tenha um impulso à liberdade, criando um mundo só seu.

Metaforicamente, vemos esta verdade: Grandes multinacionais “invadem” o território brasileiro - impondo estilos de administração americana e japonesa, entre outras - e esperam que nós, brasileiros, incorporemos com extrema facilidade esses preceitos de vida.

As enormes diferenças no acesso às vantagens econômicas e educativas criam problemas específicos e dilaceram a ordem social, quando abalam estruturas sociais e afetivas dos seres humanos.

A interação social, influência recíproca que pessoas exercem sobre as outras, é determinante do tempo e da forma como se processa a dinâmica de grupos sociais, quer pelos sentimentos expressados, pelas atitudes e comportamentos, pelo ambiente físico e pela forma de comunicação verbal e não verbal. São traduções de usos e costumes de um grupo étnico, de uma família, de uma nação, empobrecida ou valorizada tanto quanto o seu poderio econômico.

Somadas são as forças internas de pessoas e de nações ao universo. Súplicas são emanadas aos quatro ventos, no advento das grandes transformações sociais, tecnológicas e tantas outras não imaginadas…

O homem sente a necessidade de refletir sobre os acontecimentos, novas formas de existir, novas formas de relacionamentos sócio-econômicos, visando à garantia da preservação de nosso espaço sideral, da terra e da cultura.

Em alguns lares, essa cultura é representada pelas tradicionais feijoadas aos sábados, macarronadas aos domingos, com o tempero do frango, preferencialmente da mamãe ou da vovó.

Faz anos que perdemos o lado social, das saborosas tardes em que o chá era um compromisso às 17 horas. Vizinhos e amigos se encontravam para trocar notícias e esperanças de mundos melhores.

Crianças brincavam nas ruas sem medo de qualquer violência. As ruas eram o espaço para implantação da criatividade nas pipas, nos balões e nas calçadas. Havia permissão para lidar com o espaço, o emocional e visão de negócio, nas brincadeiras e descobertas.

Esse é um retrato da cultura dos anos 1970 e 1980 nas grandes cidades que foi alterado nas décadas de 1990 e 2000, quando passou a fazer parte da cultura o computador e a internet, o que acabou acarretando o isolamento, a distância social e a redução do convívio face a face. Hoje, as pessoas correm de um lado para outro, competem entre si com energia para a mudança incessante e contínua.

Como conseqüência vemos novas palavras saírem do dicionário e entrarem no contexto da administração de empresas, são elas: Misologia e Misoneísmo: aversão sistemática às inovações, à toda transformação do estágio atual .

Na era do conhecimento, toda pessoa tem de inovar nas ações em prol do crescimento dos seres humanos. São os profissionais que determinam as ações e resultados positivos da organização.

Os sonhos são símbolos da própria imagem, o que se chama “ego onírico”. Seguir o ego onírico nos sonhos é observar atentamente o que a própria imagem está ou não fazendo, refletir sobre as ações e reações emocionais no sonho.

Conhecer quem realmente somos em sonhos permite desenvolver a identidade fundamental. Para isso, é preciso entrar em contato com a nossa sombra, com tudo aquilo que reprimimos em nós mesmos, sejam experiências traumáticas ou aspectos que negligenciamos. A maior sombra do homem é o medo.

A consciência resiste a tudo o que é inconsciente e desconhecido. Há um misoneismo, um medo profundo e supersticioso ao novo. As sensações de medo podem chegar ao pesadelo e, muitas vezes, nos despertam do sonho. Ao integrarmos a sombra, liberamos a carga emocional presa a ela e temos um suplemento de energia psíquica.

Precisamos ter o autoconhecimento e aprender a liderar a própria vida. Precisamos estar trabalhando num ambiente organizacional em que os valores da pessoa estejam contidos na empresa. Temos de ter ciência de que toda a empresa é um enorme complexo de organismos vivos e, por isso, precisamos aprender a interconectar os aspectos pessoais e profissionais, em busca da felicidade das pessoas, do lucro e da produtividade da empresa.

As empresas precisam correr para sua profissionalização, dando início a uma era de respeito ao papel do profissional, com divisões claras entre profissional, pessoa, família e comunidade.

As relações profissionais tornaram-se mais diretas e objetivas, e o campo pessoal foi “deixado de lado” no dia-a-dia das empresas. Houve uma diferenciação das relações do trabalho em razão do porte da empresa.

Nas empresas com menor número de trabalhadores, a relação profissional tornou-se mais intensa e sem espaço para relacionamentos pessoais. As empresas com grande número de trabalhadores mantiveram considerações diferenciadas pelo nível hierárquico, umas com maior e outras com menor respeito ao profissional, e o campo pessoal sendo ignorado na grande maioria das vezes.

Enfim, enquanto as empresas pequenas (em número de profissionais) precisam batalhar para conseguir fazer o negócio crescer, expandir e se manter vivo no mercado, não há espaço ao aspecto pessoal. De outro lado, as grandes corporações se dividiram no aspecto relacionamento profissional e pessoal, para sustentar o negócio em padrões de rentabilidade. Ou seja, os profissionais, muitas vezes, estão mais preocupados hoje em “manter o seu local de trabalho” do que com a rentabilidade do negócio da empresa.

Logo, empresas pequenas sabem do valor do profissional, independente se praticam algo para isso ser evidenciado. Já nas empresas grandes, o conflito oculto aumenta em razão da sustentação do status pessoal. De qualquer forma, as duas realidades quebram estruturas emocionais das pessoas que são os profissionais.

No interior das empresas, o nível de pressão por vendas, por rentabilidade, por execução de tarefas e projetos, por trabalho em equipe, por ser hight potencial é tão alto que não se tem espaço para a fragilidade natural do ser humano. Logo, se ao ser humano é inadmissível ser frágil, um dia a fragilidade vem à tona com força total!

O mundo das empresas é preenchido por competência, realização, fidelidade, compromisso, intuição e tantas outras palavras saudáveis ao ser humano. Mas é esperada e aumentada a cada novo dia a velocidade da ação, o que hoje é bom, amanhã é péssimo. Ao ser humano fica impossível ter distintas posições de uma semana para outra. Pior ainda é a soma, pois esse privilégio não é de uma única empresa e, sim, de todas, e de todas as pessoas que são profissionais.

Assim entendemos porque “desce bolsa, sobe bolsa de valores”; assim explicamos porque a revolta das pessoas num processo eleitoral.

A tragédia é que nos esquecemos nesse contexto de respeitar os limites e acatamos o fato de superá-los sempre (se você não impõe limite, você também não supera). Somos alimentados o tempo todo por novas e radicais mudanças, para podermos ser mais competitivos e estar à frente do concorrente mesmo que seja por pouco tempo. Esse processo de melhoria contínua em busca do destaque nunca acaba.

A essência da construção de uma nova sociedade composta por seres humanos em harmonia requer uma nova ética. Ética na qual o respeito às diferenças técnicas, comportamentais e emocionais de cada indivíduo e à diversidade cultural de cada região e nação esteja atrelado a um sentimento de solidariedade, no sentido de ajuda mútua entre os semelhantes e de satisfazer as nossas necessidades de sobrevivência e transcendência.

Será preciso redefinir prioridades na ciência e na tecnologia - de maneira a dar continuidade no desenvolvimento em conformidade com os recursos de vida -, que impeçam a ameaça às pessoas e ao Meio Ambiente, a culturas e tradições.

É nesse universo de emoções que a paixão pelo trabalho, pela família e pelo social deve fazer parte da vida de cada pessoa.

Ter e saber administrar a paixão no contexto sócio-político econômico é permitir que a alegria, a raiva e a felicidade sejam sentimentos vivenciados. Mas, acima de tudo, que haja o respeito ao ser humano enquanto gente que deseja ser feliz e viver a sua própria essência.

Fazer o bem - praticar ações que demonstrem afeto - pode, sim, levar o profissional a construir uma realidade de trabalho coerente com o princípio da vida.

Assim, aproveite o tempo que você tem de vida e pratique todo dia no mínimo um ato de paixão – uma atitude que você realize com sua total força e crédito, a qual contribua com alguém.

Cuidado com o ambiente onde você está entrando! Veja se seus princípios e valores estão contidos nele, e, se notar a ausência deles, saia imediatamente e busque sua felicidade.

Você é responsável por você e por sua felicidade. O lucro do ser humano é a felicidade. Como profissional podemos gerar resultado à empresa e como pessoas somos responsáveis por si próprio.

Quero que cada um pense em como está levando a vida, e em como tem orientado funcionários e gestores de pessoas na ação de liderança.

Aproveitem a oportunidade e transmitam as pessoas próximas uma forma de agir com coerência entre razão e emoção, mas que haja possibilidade de ser SER HUMANO com pontos fortes e fracos.

Vamos criar a cada nova etapa de vida condições de superação dos obstáculos; de superação dos nossos próprios defeitos e vamos nos capacitar e enfrentar as necessidades de mudança com o desejo e intenção de verdadeiramente se diferente e como queremos ser!

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